terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fazendo aulas sobre o sistema circulatório. Estudando o coração, as válvulas, veias, artérias.. Mas me intriga o sentido poético do coração.

Eu ando me sentindo meio tentada. É. Como posso explicar? Ando sentindo o peso da urgência de tomar decisões. Toda a carga pra parar de ignorar o mundo em volta e fazer escolhas. Algumas vezes, surgem situações em que tenho que me posicionar, sim ou não, mas minha tendencia a relativizar torna tudo mais difícil, é como se eu escolhesse mas no fundo soubesse que não é verdade, mas talvez seja pura crença de que não há certeza ou estabilidade.

"Podemos tentar evitar de fazer escolhas através de não fazermos nada, mas mesmo isso é uma decisão." (Gary Collins)
E isso não é o que eu quero pra mim.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eu adoro a cidade que eu moro, maaaas. . Macaé é um livro de história velho na estante que as pessoas já esqueceram, problemática, pobre cidade rica.. onde os problemas não devem ser esquecidos ou abafados. E aqui estão bem representados:


Não encontrei a fonte, recebi por email'


domingo, 12 de junho de 2011

Eu adorava meu discman, as músicas que eu ouvia quando usava moleton e calça jeans todos os dias, ia pra escola de ônibus, nadava a noite, colava coisas na parede do meu quarto e pensava em me alistar na cruz vermelha. . foi a tanto tempo, ou não.

Pensava em sair pelo mundo depois de me formar, e conquistar, conhecer, cuidar, fotografar, ouvir e cantar.

Eu não namorava, não ficava, os meninos não tinham uma atração por mim e não tinha nada neles me dispertava realmente. . eram tantas pessoas, amigos, colegas, conhecidos.. vamos no carro dele, a festa da prima de outro, pão de queijo lá em casa, pegar jacaré na praia. . era tanta coisa pra fazer em tão pouco tempo.

Antes de aprender, a ficar seletivo, cansar das pessoas, desapreender a se dar a chance e não supor milhões de informações sobre alguém ou algum lugar, a responsabilidade pesada de adulto, a chatice do maior de idade, o brega de pensar já saber tudo.

Quero achar nas caixas velhas mais pedaços de papel, mais traços de personalidade, da procura do desconhecido, da curiosidade, das musicas repetitivas e baladas teens, da possibilidade do futuro na época do meu jeans com moleton.


Aqui vai uma colagem com as músicas.. as pessoas que cantavam no meu fone..









quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Torcendo pras férias não acabarem.. mas com a certeza que minhas aulas irão começar.

Já no término do ano passado, eu comecei a sentir algo desconhecido por 2011. Posso falar assim? Mas foi. É.
Ano de mudanças. Ano de planejamento. Sabe, vida adulta. . responsabilidade surgindo fortemente no rumo que tenho tomado. É bom, me deixa feliz, sempre quis conseguir a tal adultisse' de ter casinha e trabalho. Mas quantas pequenas coisas importantes a serem tratadas até lá.

Arrumando velhas gavetas, tentando se desfazer de algumas coisas, achando outras. Nossa, como eu guardo pequenas coisas. Contas de bar, ingressos, envelopes, convites, guardanapos, textos, trechos de pensamentos adolescentes que escrevia em papéis perdidos que na maioria das vezes vinham acompanhados de desenhos ou trechos de música ou poesia.


Da minha antiga coleção de livros do Sidney Sheldon, de uma capa perdida. . encontrei isso:

"Acho que nasci alegre
Mas o mundo me deixou triste
Nem todos têm o que merecem
Tantos erros persistem. .

Eu ainda lembro quando eu ria de verdade e
Nem sabia o porque
Lembro feliz por arranjar sozinha o que fazer.

Mas um dia,
que eu não consigo lembrar qual,
A graça fugiu,
A inocência escapou e
Envelheci nova.

Tão nova,
mas disfarça, sorri, mente e convence.

Pra nada presta, nem pra versos nem pra prosas.
Usa pérolas e pensa estar na moda. "


Muitas coisas assim, escritas a lápis em pedaços de papel.


Ouça até enjoar. . saudade do velho-e-bom YYY's . .



sábado, 19 de fevereiro de 2011

SBPC rules!

INDICO'

Eu tive a oportunidade de participar de um evento científico de uma grandeza absurda, meu primeiro SBPC foi extremamente oportuno.


Conheci um pedacinho do Amazonas.. apesar de ter tanto pra conhecer, tantas pessoas, lugares, eu me senti abençoada por chegar naquele lugar tão diferente do Brasil que eu já tinha conhecido.

Agora, posso tentar ir atrás de outras experiências. .
Mãe, acho que esse ano vô pro Cerrado.

domingo, 9 de janeiro de 2011


Rio de Janeiro, dia 11 de Janeiro.
Que venha o show da Amy com todo o sentimento e charme.

O trabalho desse cara é lindo. . [!!!]


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Je voulais vous dire . .

Eu tava pensando sobre um montão de coisas.

É tanta coisa no mundo que me dá uma gastura.
Eu sô do tipo de pessoa que quando me deparo com um filme ruim, fico até o final dos créditos, com livros até a última linha.. pra ter certeza que realmente dali eu não não gostei de nadinha. É chato pra alguns, cansativo pra outros, mas sabe, quando vô numa loja de roupa tenho que ter dado uma olhadinha em quase todas, vai que eu acho alí escondido, no final da arara de promoção uma peça que realmente valha a pena?!.
..são tantos idiomas que o meu português, e minhas expressões gringas se tornam ínfimas.

[. . .] ;( Eu tenho me sentido pequena.

Mas na verdade tem um sentimento em mim que nunca vai mudar.
Não parece existir escolha certa. Me parece que as vezes tenho que aceitar. . quando ele falar uma coisa de uma maneira mais forte, quando eu enxergar que aquele sentimento não era direcionado a mim, quando eu me sentir p a r a l i s a d a por determinada conversa e não ter força pra responder. . quando isso acontece, eu faço o que?


As palavras inoportunas e ingratas, por mais que sejam seguidas de pedidos de desculpas, nunca deixam de existir. . elas nunca deixam de existir.. elas não podem ser desfeitas, ''des-ditas', desintegradas, não se tornam nulas, extintas.

E isso dói.
Isso me deixa confusa.


*ouvindo : Solitude, Billie Holiday. . minha versão favorita, não existe voz tão triste, história tão sofrida, traços tão marcantes como dessa moça aí, a Billie, que me acompanha nos dias de silêncio. .


. . a moça com a orquídea no cabelo.




sábado, 18 de setembro de 2010

Os Personagens Amarelos

Alguma coisa sempre me prendeu a atenção quando passava Os Simpsons na TV. Talvez o ar de desenho pra adulto fizesse tudo aquilo parecer perigoso, mas instigante e me prender na frente da telinha na hora de arrumar a mesa pro almoço nos finais de semana.

Ele foi lançado em 1989, eu tava aprendendo a andar ainda.. e até hoje a Lisa continua sendo uma criança prodígio que gosta de Jazz naquele saxofone dourado, o Bart uma criança com tudo pra ser um adolescente mais que problemático e a Maggie (que deu nome pra minha cadela) a baby very mysterious. .

Achei por aí uma espécie de edital muito gracinha’ com os tais personagens que mais satirizaram a cultura de todas as classes americanas, e, sem esquecer das oportunidades não dispensadas em episódios de volta ao mundo de fazer uma graça com outras culturas, pois, acredito eu, que eles satirizam algo maior: o Comportamento Humano.






Bye'

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Diaethria clymena - Borboleta 88

Faz um tempo comecei a pesquisar sobre Carajas, fauna, flora, ecosistema, território, geografia, características gerais.. (que ainda vão gerar outros posts) e me deparei com as delicadas Borboletas 88.


Eu nasci em 1988 e parece que essa espécie foi utilizada como símbolo na passagem de ano, esperança, crescimento e desenvolvimento da preservação ambiental no nosso país continental. Tadinha, ela não deu conta.. nesse ano Chico Mendes morreu e desde lá seu habitat tem sido devastado.


Nome Científico: Diaethria clymena. Seu nome popular é devido aos arabescos existentes no lado ventral das asas posteriores, que formam esse número.

Família: Nymphalidae

Ordem: Lepidoptera

Características Gerais: Alimenta-se de frutos que geralmente caem das árvores. Com média de 6 centímetros de envergadura, pode-se considerá-la de porte pequeno.

Distribuição/Habitat: Na costa brasileira onde a Mata Atlântica ainda é preservada e no Cerrado , maior bioma do país, que abrange oito estados: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Distrito Federal. Costuma voar em locais abertos e bem iluminados.

No entanto devido a destruição de seu habitat natural (leia-se sobretudo a Mata Atlântica) sua frequência vem diminuindo sensivelmente na natureza, sem falar na sua caça (na foto sendo utilizada num fútil pingente).


_____________________________________________________________________________________