terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.
Carlos Drummond de Andrade


terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Quando vi, não pude deixar de lembrar..


um dos primeiros medos na infância - o Gato de Cheshire.


Aqui a verdadeira Alice.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011


Eu ando muito diferente. Ando querendo mudar tudo, não no sentido bom. No sentido estranho. Nunca pensei nisso, mas andei pensando em trancar a faculdade (é, faltando dois períodos mesmo) e mudar. Transfigurar. [...] Pegar um emprego qualquer, alugar quatro paredes e escrever, fotografar, ler, saber de mim sem esse universo que a todo instante vai me tolhendo de maneiras cada vez mais irreversíveis, penso eu. Quem sabe.. partir pra serra, morar numa casinha e trabalhar por lá, minhas coisinhas, uma horta, uma xícara de chá e uma cama velha.
Mas aí chega a lucidez que me mostra que pra tudo isso eu preciso da minha faculdade, do meu diploma. Mas será mesmo? Não foi essa sociedade, esse meio acadêmico, essa minha formação escrota que me fez pensar assim e eu não conseguir enxergar outros caminhos, outras funções pra mim são só um produto disso tudo. Eu penso. Penso em estudar as pessoas, estudar antropologia talvez. Penso em acabar com a fome das pessoas estudando a terra. Eu penso. Mas penso que pra cumprir minhas tarefas eu preciso me descobrir mais. Me descobrir sem essas drogas que eu tomo, sem as limitações que acabam me impondo, dizer não, afinal.. é mais importante saber as coisas que você não deseja do que saber as coisas que você deseja.

Nada é permanente, exceto a mudança..


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade,
despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto,
pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!
Cora Coralina'

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Cantando alto..

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fazendo aulas sobre o sistema circulatório. Estudando o coração, as válvulas, veias, artérias.. Mas me intriga o sentido poético do coração.

Eu ando me sentindo meio tentada. É. Como posso explicar? Ando sentindo o peso da urgência de tomar decisões. Toda a carga pra parar de ignorar o mundo em volta e fazer escolhas. Algumas vezes, surgem situações em que tenho que me posicionar, sim ou não, mas minha tendencia a relativizar torna tudo mais difícil, é como se eu escolhesse mas no fundo soubesse que não é verdade, mas talvez seja pura crença de que não há certeza ou estabilidade.

"Podemos tentar evitar de fazer escolhas através de não fazermos nada, mas mesmo isso é uma decisão." (Gary Collins)
E isso não é o que eu quero pra mim.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eu adoro a cidade que eu moro, maaaas. . Macaé é um livro de história velho na estante que as pessoas já esqueceram, problemática, pobre cidade rica.. onde os problemas não devem ser esquecidos ou abafados. E aqui estão bem representados:


Não encontrei a fonte, recebi por email'


domingo, 12 de junho de 2011

Eu adorava meu discman, as músicas que eu ouvia quando usava moleton e calça jeans todos os dias, ia pra escola de ônibus, nadava a noite, colava coisas na parede do meu quarto e pensava em me alistar na cruz vermelha. . foi a tanto tempo, ou não.

Pensava em sair pelo mundo depois de me formar, e conquistar, conhecer, cuidar, fotografar, ouvir e cantar.

Eu não namorava, não ficava, os meninos não tinham uma atração por mim e não tinha nada neles me dispertava realmente. . eram tantas pessoas, amigos, colegas, conhecidos.. vamos no carro dele, a festa da prima de outro, pão de queijo lá em casa, pegar jacaré na praia. . era tanta coisa pra fazer em tão pouco tempo.

Antes de aprender, a ficar seletivo, cansar das pessoas, desapreender a se dar a chance e não supor milhões de informações sobre alguém ou algum lugar, a responsabilidade pesada de adulto, a chatice do maior de idade, o brega de pensar já saber tudo.

Quero achar nas caixas velhas mais pedaços de papel, mais traços de personalidade, da procura do desconhecido, da curiosidade, das musicas repetitivas e baladas teens, da possibilidade do futuro na época do meu jeans com moleton.


Aqui vai uma colagem com as músicas.. as pessoas que cantavam no meu fone..